Lenta Flecha

A lenta flecha: Série com 19 capítulos curtos e  antropofágicos mixados entre o limite da razão, ficção e realidade.

Entre 2014 e 2015 testei meus limites ficcionais ao produzir uma série que até agora não tinha sido batizada: Lenta flecha: assim defino a beleza feminina que me atrai, aos poucos, como uma flecha em super câmera lenta que acerta e adentra a carne  dia após dia.

Escrevi em 15 dias corridos os 15 primeiros , abastecendo-me do cotidiano para navegar e embolar as velas nos garranchos anisométricos produzidos ao pensar em determinado ente.  Os 4 últimos pertenceram aos últimos suspiros desta história que não sabemos se foi um fim ou um até breve….

Apaguei os posts originais, recortei e publiquei-os aqui. Desculpe por apagar os comentários…  mas era necessário retirar donde estavam para ser justo comigo mesmo.

Capítulo Zero – Afie-se!

Se chegou até aqui foi por acaso…. pura ventura… pois não compartilho nem promovo este espaço. Então, corajoso ser, afie seus olhos… pois abaixo destas, residem mais de 9000 palavras. Não se assuste. Vá com calma…  respire fundo… e mais uma vez:
AFIE SEUS OLHOS E PERCEPÇÃO !


Capítulo 1 – Azul e Branco

Ela vestiu azul, mas a minha sorte que mudou X  Vesti Azul, Minha Sorte Então Mudou !

Minha sorte então mudou !

A sorte veste Azul e Branco. Vermelho e Preto nos dias de guerra. Imaginá-la como um ser pensante e sedutora vai ser meu desafio nas linhas abaixo. Espero que curtam.

Apaixonar-se pela personificação da Sorte, Real, é mais ou menos assim:

Não era esperado. Longe ou perto. Simplesmente não era. Ofereceu todos os ingredientes de uma deliciosa surpresa mesmo que houvesse pulado no meu colo daquele jeito moleca por diversas vezes. Não com a mesma intensidade. Não com o mesmo sorriso.

Desejado desde o primeiro instante, o primeiro beijo foi semirroubado, consentido e aprovado com um quê de perigo e possível flagra. Deliciante.  Viciante. É por isso que estou sempre na busca de mais um. Seu. Apenas seu beijo.

Que dividamos nossos lábios com pares que não sejam pertencentes de nossos ímpares olhares, ainda tolero, mas não consigo pensar nisso sem sentir uma fisgada forte nos braços e uma palpitação arrítmica fodida na carótida. A condição de ter você só pra mim, eu finjo existir, para não refluir o que sinto e perde-la para mim mesmo.

Gosto de outar você, pormenorizadamente, cada detalhe da sua pessoa, do seu corpo, voz e olhar. Como? Como foi acontecer? Isso é real? Mereço sentir isso? Você me faz tão bem. Longe, perto ou em Marte. Lembrar do seu sorriso me faz um bem absurdo.

Intensa, autossuficiente, independente, linda, leve e solta. Risonha e nunca risível. Você Turbina o cotidiano, o comum, o inodoro e o infeliz. Mesmo nos dias que esconde seus receios e frustrações da vida comum de todos os seres, apresenta ao mundo sorrisos que fomentariam a paz mundial. Hahahaha….. Dona Sorte, seu jeito cativa até os homens que não amam as mulheres. Como é bom estar em sua companhia.

Pensar que estaremos em lados semiopostos no campo de batalha da vida profissional me deixa tonto. Puto. Amaldiçoando as diferenças. Menos a diferença que você faz no fluir dos meus pensamentos.

Neste momento, o que sinto transcende a presença física do seu corpo. Basta-me seus pensamentos. Segunda ou terça posso mudar de opinião. Basta-me sua boca. Seu cheiro. Sua vida próxima a minha. Quarta ou Quinta já posso ter “dado PT geral nas coisa tudo”. O certo é que você é apaixonante e inesquecível. Guardarei para sempre esse sentimento, a saudade e o desejo, mesmo que nunca mais a veja, sinta sua pele lisa e branca nas minhas mãos e embarace seus cabelos.

Dizem que ninguém é de ninguém. Balela. Conheço o suficiente dos seres humanos e reconheço quando uns são feitos para os outros. Onde as personalidades se completam , assemelham-se e se diferenciam.

Você é e será sempre minha. E essa maré flutua em ambas as direções, pode ter certeza disso.

Terei para sempre na memória aquele entardecer com vista privilegiada para o mar, mas privilégio maior foi observa-la correr em minha direção e molecamente pular nos meus braços.

Bem vinda ao meu coração,
Bela Dona Sorte Perfeitinha.



Capítulo 2 – Mal sabe a sorte

Inspirado no Livro: “Desastre” de S.G Brownie

Mal sabe a sorte que o meu fado é girar ao redor da felicidade e apenas tocá-la por pouco.

passarinhoA grande aventura da vida é encontrar almas afins.

Difícil é o encontro ocorrer no tempo certo.

Sei o quanto a sorte me faz bem. Mas o que há 5 dias explodia meus braços e bagunçava o ritmo sanguíneo, hoje é acrescido de um colossal soco nos rins. Mas quem não sentiria o mesmo? rsrsrsrs

Ver a sorte ser abraçada por um par de braços longos e peludos que não os meus me enlouquece.

Para aquele que encontrou a sorte antes de mim, parabéns !!!!!

Agora, bro,  cuide e a trate bem como eu cuidaria. Ela merece mais…. Muito mais do que imagina, cara . O corpo da sorte pede mudança, talvez até seu coração, mas algo a prende a ti. Parabéns mais uma vez !!!!!!

Peço o favor, destino, que trate a sorte da forma como penso que a trataria. Como Penso que ela merece. Ela merece. Estou à mercê. Por tempo indeterminado.

Seria mágico se soubesse equilibrar as emoções e as razões. Seria fácil se a sorte não fosse tão bela, radiante e viciante.

Espero um dia ter a sorte só pra mim, para que possa dividi-la com o mundo de forma equilibrada. Quero que ela voe por todos os cantos. Seja livre. Volte para meus braços por vontade própria e seja minha companheira, minha amiga, minha amante. Amante só minha. Sozinha. Mais ninguém.

Porquê malditamente acho que a conheço há mais tempo que de fato? Pq tão rapidamente me envolvi? Pq no primeiro cigarro trocado já sabia que a sorte me pregaria uma peça? Pq ela mexeu com as minhas engrenagens, assim, num estalar de lábios???

E mais uma vez vejo a sorte escorrer pelos meus dedos.
Não é a primeira vez que isso acontece, porém, a primeira que realmente vale a pena.

Ficou apenas o cheiro e a vontade de estar com ela, agora , neste exato momento,
em que está dividindo sua magia com outro braço peludo que não o meu.

A sorte balançou a cabeça, como um passarinho avaliando o ambiente, e disse :
“Queria muito saber o que se passa na sua cabeça”…… na ânsia de responder com cuidado, medindo palavras, acabei me entregando. Baixei a guarda. Rsrsrsrs… Pra que????

Pequena idosa. Venerável Sorte. Não queria sentir essa saudade gostosa de você.
Quando estava ilhada, pensei que estava realmente ilhada sem o outro braço peludo.
Acreditei nisso, viu??? Kkkkkk ….. Entendo que quis proteger-me. Isso não se faz, Hein????
Hohohow

Lutarei pela minha libertação. Desatarei meus nós para desprender minhas amarras. Estarei só e a esperarei. Não sei por quanto tempo ou quantos alguéns.

Adoraria que neste meio tempo você me acompanhasse. Com algumas mordidas nos lábios e peguinhas do bom. Se possível….

Você me faz bem de longe, de marte…. Mas de perto é muuuuuuuito melhor.
Me sinto sortudo, sabe, sorte??????

Ah, se eu fosse como os outros pensam e só curtisse um lance bom com a sorte, tudo seria mais fácil…… O mal de ter o poder de invadir o interior de alguém e entender do que é feito este, é saber de antemão o quão combina com o meu, e o quanto posso somar a ela.A Ela. Sim. A Sorte na verdade é uma mulher radiante. Em todos os sentidos.

O tempo passará. Tudo passa. Sua energia não. Seu sorriso não. Seu encanto não. Sua Malícia tão pouco. Como queria estar no papel de titular. Chegaram meia década antes de mim. A vida chegou quase duas décadas e meia para mim. Este é o meu destino? Chegar atrasado ou incrivelmente adiantado ????? será que um dia a pontualidade dos sentimentos, o lugar e a hora certa irão bater de encontro a minha pessoa????? Não sei, mas queria muito que o momento fosse agora.

Dizem que sorte grande é ganhar na Loteria. Pros caralhos com isso.
Sorte é poder dizer “sou seu”, Dona Sorte, todas as noites, e ouvir, “Sou sua”, Fado, hoje e amanhã !!!!!!

Ah, esqueci de me apresentar. Prazer, meu nome é Fado, não acredito em Jerry e seria muito feliz ao seu lado, Sorte !

Queria me entregar por inteiro e alimentar este sentimento, por gasolina no fogo, até as chamas arderem de tal feliz forma que se tronaria real a possibilidade de dizer a você ” te amo ” nada em vão.

Porra, Sorte, adoraria te amar e amadurecer esse sentimento.

Ah, não !!!! E veio a nostalgia do futuro de que tanto tenho medo.

Iiiiiihh… num é que foi bom isso? Observe as lágrimas agridoce que escorrem pelo meu rosto neste exato momento que escrevo a palavra agridoce. Ta vendo, sorte, foi só pensar na possibilidade e fiquei feliz.  E por acaso dá para ficar triste por sua causa? Da para sentir o amargo???? Porra nenhuma….. Me faz bem até quando acho que faria mal… kkkkk
Só você sorte….. só você….

Só você conseguiu isso entre tantas.

Que o desejo que tenho em estar com você não morra nunca.
Que a encontre novamente.
Seja hoje ou amanhã!!!!!!!!!!

Inspirado no Livro: “Desastre” de S.G Brownie


Capítulo 3 – Adivinha o que?

Ela percebeu antes de mim a necessidade de pôr pra fora mais um punhado de palavras. Desta vez a temperatura é amena, já que o centro do que sinto já foi desfraldado. Será? Descobriremos juntos linhas abaixo destas iniciais. Estou amornando.

Priiincesa !!!!!

Mais atleta que atlóteta, sem direção corri a esmo e não consegui alcançar a fluidez do meu pensamento. Os dedos se voltam aos teclados um tanto sem direção, até que a sorte surge do meu subconsciente como um clarão, conspícua, iluminada na tela do meu smartphone mental.

Sorte alguma me inspirou tantas palavras em um breve período de tempo. Deferência em doses altíssimas. Também, chega a ser munificente sua beleza estética, que é extremamente consanguínea com seu “EU E “Meu” interior. Então fica fácil brotar das minhas retinas, provinda do meu já desperto subconsciente. Profundo isso, Hein??? Rsrsrsrsrsr.

Só não posso dizer que me trouxe sorte no jogo. Isso não. Ah, mas queria mais??? Já não ta bom a quantidade de bem e bom que ela te trás, querido interlocutor? Azar no jogo. Sorte no…no .. no… no que mesmo???? Se der uma chance, e por gasolina, de fato o ditado será consumado e aprovado com força e louvor pelo meu combalido músculo bombeador. Pequena idosa, vou ter que recorrer a inexcitabilidade para refrear paixão latente neste momento ou não conseguirei manter a linha aqui e agora, “tout de suíte”. Até francês me fez falar.

Língua que se faz biquinho para falar deve tornar seus lábios mais convidativos ainda. E a inexcitabilidade prometida??? Foda-se o “in”. Me deixe praticar a excitabilidade, ao menos de forma um tanto comedida.

– Ouvi medida????
– “Não animal, você escreveu comedida… kkkkk”
– kkkkk
“ só VC mesmo!”

Já que toquei no assunto medida, lembrei de vestidos e sapatos…. Vestidos curtos e sapatos graaaandes??? Sim…  Sorte calça quase 40. Só assim para dar estabilidade há tanta meninice e graciosidade e “desastradice” pruma mulher linda só.

Ela é o pacote completo. Nem preciso abrir pois sei o que tem dentro: Intensidade, alegria contagiante, sensualidade e muito mais do que minha vã filosofia pode descrever com palavras por aqui. Mal sabe ela que é sexy sem ser vulgar. Sensual sem fazer força. Preciso de uma retidão moral para não enrijecer por aqui. Já era. Lembrei do vestido azul. Claro que é mais forte do que eu. Aquela lingerie preta contrastando com sua alvura me enche as veias.

Iremos há uma festa formal nos próximos dias. No mesmo dia. Mas com outras companhias. Não no mesmo local. Saber que neste momento escolhe os sapatos e brincos que irá usar me deixa louco pois não a verei no dia. Não a despirei com os olhos tão pouco com as mãos.

A sorte, por “increça que parível”, já escolheu um vestido longo e creme para a festa. Mal sabe ela que o já possuía desde sempre o vetusto vestido venerável que abala minhas estruturas: Sua pele. O que me força a palmilhar a vereda da perseverança e não desistir de um dia poder ama-la. Quem não ama a sorte precisa de psiquiatra. Quem não a abraça e afaga os cabelos nem percorre seu corpo inteiro como um polvo, podendo e autorizado a isso, não merece meu respeito, não!!!!!

Sorte, Jogo. Azar. Amor. Palavras intrínsecas.
Como desejo poder desejar a intrinsecabilidade da primeira e última das 4 palavras acima.

Seria mágico. Sem barataria sentimental. Ela me inspira a ser melhor.Fomenta o desejo de acompanha-la pra onde for só com alguns pares de sorrisos e olhares. E “kkks” Infinitos.

Neste momento ela me escreveu. E disse que no quinto texto expulsaria certo ódio. Jamais ofertarei a ti tal sentimento. Puro love, no máximo grau, talvez. Nunca seu antônimo.Jamais.

Já há mais o que acrescentar por aqui? Sim.

Jamais te disse que adoraria acordar com você seja lá o lugar que for. Assim terei a certeza de ter compartilhado a luz de um luar com você, Sorte. Anseio por um romance. Quero com você. Tipo a música do Lulu Santos, só que trocando o tempo verbal ou momento: Só quero querer com você, Só quero querer gostar com você…. adivinha o que?????

Sem edição. Palavra pura na veia, na tela e se depender de mim, injetada em altas doses nada homeopáticas no seu coração.

Prezo por ti, Sorte !!!!
Muito !!!!!!



Capítulo 4 – Abasteça-me

Gasolinaaaaaaaaaaaaaaaa

Não pense muito. Jogue pro alto. Deixe cair o combustível para alimentar as chamas !


O espaço monogramo, este ambiente virtual, mostra-se o mais indicado para desferir palavras sóbrias e paradoxalmente insanas. Claro. Na madrugada. Ouvi em certa música “…Que as noites foram feitas, sobretudo, para dizer coisas que você não conseguiria dizer a luz do dia…” e por isso rasgo o contrato velado que assinei há muitos anos atrás, onde me era proibido falar abertamente o que se passa na minha cabeça.

Orfão de coisa boa se não troco mensagens na madrugada com a S …. Calma…  Acalme-se, volte a dormir. Sei que acabo alimentando sua insônia. “Se acalme e prepare seus lábios (biquinho?) . Sinto muito interromper. É só que … Errrr…. Estou constantemente no limite de tentar te beijar” …. Agora entendo porque caralhos esta música me lembra da Sorte.

já pensou em me ligar quando toma algumas? tenho bebido noctâmbulamente, se me permite o neologismo. E a vontade de te ligar não cessa. E sempre penso nisso. Mesmo antes de te conhecer, já pensava nisso. Eu só não te conhecia ainda. Mero detalhe, já que a incorporeidade de “algo” ou alguém é extremamente subjetiva. Você já estava aqui comigo mesmo quando ainda morava bem próxima do autor da música que me acompanha há dias. E continuo a ouvindo no repeat até adormecer e derrubar bebidas no meu sofá com manta azul.

Aprendi a  apreender e não aprisionar. Isso me torna ideal para seus costumes, sabia? Nossa. Quanta pretensão de minha parte. Rio alto igual louco neste momento. Um tanto nervoso, quase neurastênico. Passou. Delírio. Delírio? Ou razoável?  Está tudo azul, Sorte. Vejo tudo azul….

E mais uma vez o vestido azul se despiu sozinho de seu corpo e pude tocar a sua pele com a ponta dos dedos. Azul planeta Terra. Que Amplidão azul. Logo a escala de cinza toma conta de tudo.

Sem você por perto aumenta a monocromia do meu universo. É certo. Decidi monocraticamente que juntos fazemos explodir as cores das coisas. Até de recibos, espirais e folhas brancas. Tudo vira um panfleto que anuncia a chegada do circo em cidade pequena. Alegria contagiante que foge do caráter devorista. Pode ser inquieta, antropófaga, mas tem paciência e é consumida em fogo brando, que só apagará se um vendaval de largueza injustificada atropelar o espectro das cores e coisas. Só se a sorte decidir monocraticamente por isso.

Apedeuta do que se passa na cabeça da Sorte, Fado sorri em terceira pessoa. Acredita que fica mais fácil o caminho para desfraldar novas palavras. O que se passa na cabeça da Sorte só a ventura irá responder ao corajoso Fado. Ele já parou para pensar que mesmo deliciosamente expansiva e comunicativa, Sorte tem uma inquietude em seu peito. O passado dela a deixa um pouco menos alegre. Seu olhar forte é ofuscado ao lembrar de passagens de sua infância e adolescência. E mesmo assim, ela dribla seja lá o que for e oferta novamente um delicioso sorriso com covinhas e olhar fulminante, o que provoca uma sacudidura na coluna dorsal e um certo arrepio na nuca. É muita energia. Frêmito adquirido. Quem não deseja sentir-se alvejado por ela, não a olhe nos olhos como eu olho. E a primeira pessoa retorna.

Bendita hora em que fui fisgado pelo seu caráter. Se fosse carne apenas estaria tudo nos seus devidos lugares. Meus membros e órgãos estão trocados. Mudaram de posição.

Sentido! E a razão bateu Continência pro tosco Músculo vermelho, que engradece a cada nova experiência. Será que não ocorreu o contrário? Será que foi a razão que driblou cordis e assumiu o controle das ações? Serei atlóteta do meu pensar? Sim. Neste momento.

Momentos futuros indicam movimentos buscados há tempos.

A razão pediu passagem e foi embarreirada pelos seus lábios .Doses altas de ansiolítico não reduzirão a vontade de amanhecer ao seu lado  nem doses duplas de Malte envelhecido em barril de carvalho. Caralho. Palavras amontoaram-se e não disse que a Sorte está aqui neste momento ao meu lado. Figurativamente, infelizmente. Produto da minha inquietude mental.

Que sorte, amigos…. Que sorte tenho em ter você por aqui, Lucky !!!!!
STRIKE !!!!!! Bagunçou meus pinos. Piña colada? Não curto, muito doce.
Sabes bem que tenho amor ao agridoce. Experiência completa. Doce. Amargo.
Vida !!!!!!

Vida impalpável. No papel apenas está.

Oferte um papelote com a fragrância da sua alma que a devolvo intacto, sem abrir, pois não tenho essa curiosidade. Já aniquilei essa felinidade em encontros furtivos com a sua personificação, Sorte. Doses cavalares não negarei. Não consigo. Seria um desperdício de vitalidade.

Já temos fragmentos suficiente do nosso discurso semiamoroso?

Sim, Sorte. Você jogou gasolina no amor que sinto pelas palavras. Obrigado por isso.
Quer mais? Abasteça-me!


Capítulo 5 – Éfe Cinco

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Antevidência. Sagaz clarividência.
Ontem ao “mensagear” seu ego com o link para o texto anterior fomos tomados pelo “transmimento de pensação”. Sorte estava com suas antenas inclinadas para mim. Massageava meu ego a distância ao pensarmos simultaneamente. Ela em mim. Eu nela. Um dia em nós? Escreveu e apagou caracteres com receio de despertar meu Fado. Mal sabe o prazer que proporcionou ao estar ainda acordada e trocar dúzias e dúzias de palavras e insônias.

Fico esplendecido quando nossos pensamentos são recíprocos. Essa menina estremece meu esqueleto. Só me oferta fogo. Brando mas fogo. Fujam. Sumam ofertas de coxas alheias ás delas. Não as quero. Só desejo a sorte. A Atitude “canalhesca-metralhadoresca-genitalesca” morreu de meu caráter. Não preciso de outra Sorte. Não me ofereçam coxas sortidas, roliças nem de pelos aloirados. Apenas a alvura da Sorte me interessa. Nenhuma mais.

Atitude de Homem com H maiúsculo que opta por ser feliz “ad aeternum” consigo mesmo.

Atitude. Que ato. Fato. Veladamente romântica e extremamente camarada. Me trouxe o café. Afável. Dúlcida. Encantante. Apaixonante. Encanta-me. O que me propusera enquanto deslizava nas curvas da Serra foi de uma beleza singela. O mais próximo do semiamor e o gesto mais afável que já me desferiu, Sorte. Faz ideia de quanto isso me fez feliz? Sério, Princesa !!!!
Que vontade de escrever seu nome em letras garrafais, pois, de princesa, muitos a chamam. Melhor ficar com Sorte por enquanto e não dar chance ao azar.

Ela buscou beleza para sua progenitora, ofereceu ajuda a amiga que casará em breve, mostrou interesse em me ajudar no trabalho e ainda me ofereceu sua companhia por mais uma hora. Sorte de quem faz parte do ciclo fechado de amigos e familiares dessa menina. Altruísmo em doses altíssimas.

Na hora e pouco que passamos juntos trocando palavras, olhares e confidências, pude observar mais um pouco do quanto suas covinhas me aficcionam. Consegui driblar o olhar de seu rosto. Percebi o quanto curto seu jeito. Não hoje. Claro. Mas foi ali que realmente percebi que até o seu jeito engraçado de dividir a comida em partes proporcionais e exatas me cativam. Ingredientes sortidos. Mini cachorro quente de salsicha e bacon, 3 pães de queijo, uma fatia de presunto, bolo de banana e suco de laranja. Lembro do dia que passamos juntos até exatamente o Laranja beijar o azul e abrir alas para a lua. Em Transe. Trânsito.

Trânsito algum irá minar a felicidade que sinto em estar ao seu lado. Foda-se se ficarei horas parado com rodas presas ao asfalto. Cada minuto da sua companhia me oferece tanto carinho que até as ruas paralisadas do Rio de Janeiro me levam ao caminho do bem. Ouço um Rock, fumo pares de cigarros e quando percebo, chego ao meu destino.

Noto que sua voz amolece quando em vez ao falar comigo. Isso é um castigo. Bom castigo. Fomenta a vontade de te morder e beijar por inteira. Te pegar no colo e acarinhar seu serzinho todo. Tiro os óculos escuros pois me bloqueia seus lábios. Se beijasse sua boca o quanto quero, o quanto quis e o quanto quererei, afinárei-la. Gastá-la-ei.

Quando você parte, uma de mim te acompanha. É como estivesse te vendo da beira do píer, das docas ou porto e gritar para seus tímpanos que se distanciam da frequência da minha voz o quanto te quero de volta. Volta, sorte. Fica, Sorte. Estou aqui. Dá meia volta. Isso. Me abraça. Afaga o que me resta de cabelos. Eu sei. Vou raspar. Calma. Fique mais um pouco. Quero você. Quando parte não sei onde está que não aqui dentro de mim. Dos meus pensamentos. Da minha vontade. Do seu cheiro em minha camisa.

Vontade de transformar-me em um “Bagre Ensaboado”, que muda de lado, ares e partido, substantivo, para o mesmo não se transformar adjetivo do meu sentimento. Vem comigo, Sorte.

Pode parar de apertar o F5. Estou aqui. Ofereço a você muito mais que mil palavras carinhosas. Posso passar horas escrevendo com você como objeto e objetivo. Sem rédeas. Sem bloqueios entre emoção e razão, Ficção e realidade. Pura maldade lembrar do seu sorriso. Quantas vezes repeti a palavras sorriso nos últimos meses? Incontável porém palpável e justificável.

Aperte o F5, Quantas vezes quiser. A ansiedade que sente para ler é proporcional a minha para escrever. Mostre para uma de suas amigas em quem confie sua sorte e ela também irá querer saber dos desfechos dos anteriores e próximos textos.

Case com a ideia de oferecer-me combustível para escrever. E. Após o Véu, te espero, Sorte, sua linda.

Renove seus sentimentos !!!!!!!! Éfe Cinco. Cinco minutos da sua ausência. Cinco minutos da sua companhia. 5 pesos. 5 Trevos. É feita por cinzel. Escultura de caráter, beleza, alegria, alergia, energia e covinhas. E viradas de cabeça igual passarinho.

5 textos. Jamais ódio. Já há mais um pouquinho de amor? Sempre haverá espaço para crescer. Se jogue. Abasteça-me.

Sempre com você, onde estiver. Sorte minha !

ADDENDUM
Tão sintonizado em você e mesmo assim esqueci que terá uma prova de fogo logo mais. Fato.

O fato mais marcante nisso tudo é que o que mais me prende atenção a você é seu jeito. Sua pessoa.

Repare. Por mais que sua beleza me cative. Por mais que te deseje, sua essência que me bagunça, cara.

Beijão e boa “o que resta” de noite……..

E lá se foi a Sorte. Só me resta gritar bem alto seu nome do cais.


Capítulo 6 – #Almost1000

saintpriscilla

Pode ir pra onde quiser. Festejar onde for. Estarei com você em pensamento. Pode ir onde quiser. Estudar onde for. Estarei com você. Só retorne em bom estado, sem avarias, sem arranhões ou amassados. Me preocupo com seu estado. Como tem estado? Nossa, fazem tantos segundos que não ouço a sua voz? Porra “Eu-lírico”, me deixe conversar com gata sozinho, falô ??? Rala daqui. Só eu e ela. Mais ninguém. Suruba sentimental não, cara. Pronto, ele se foi. Estamos a sós novamente. Melhor assim. Posso toca-la com mais firmeza. Te apertar, morder, lamber, beijar, abraçar, cheirinho no cangote…. Cara, desisto, o “Eu-lírico” ta muito apaixonado mesmo. Não consegue te ver a sós comigo. Ciumento do caralho. 


Oi Sorte. Tudo bem? Fado mandou dizer que te empresta por mais alguns minutos. São 2:36, talvez até as 2:45 ele me libera.

Passei o dia pensando em você enquanto o ogro não parava de mexer no celular, em papéis, espirais e tudo o mais. Ele me confessou que tem uma quedinha por você desde a primeira vez que te viu, descobriu sua naturalidade, sua alvura, seu jeitinho moleca e seu corpinho bom demais de ver. Mal sabia que quando sentisse seu corpo estalar junto ao dele toda a certeza de que tinha encontrado alguém entre tantas possibilidades seria aferida.

Ganhei mais um parágrafo. Tempo suficiente para dizer que terminarei essa frase com exatas 500 palavras. 501. E ainda não esgotei o meu estoque de caracteres direcionados ao seu coração, Sorte. Ainda tenho 3 minutos. Eu e o interlocutor alfa temos 2 vícios em comum. Um é você o outro é o maldito Camel Azul. O babaca esqueceu os cigarros na varanda e tive que ir la buscar, já que habitamos o mesmo corpo. Se pudesse me dividir em dois, estaria neste exato momento ao seu lado. Como não posso, fico aí no seu pensamento e pulsando junto com seus batimentos ligeiramente alterados. Vontade imensa de entrar debaixo do chuveiro com você agora. Pronto, O lirismo foi pro saco. Mas está aqui do meu lado pra domar meus maus costumes. Bom costume na verdade. Te desejar é o máximo para nós dois.

2:48. Meu ritmo está mais brando hoje. As intenções são as mesmas. A paixão por…… palavras só aumenta e….. porra. O meu “eu-lírico” é melhor nisso do que eu mesmo. Vai vendo.

02:50. Provavelmente o taxi já chegou. Em algum lugar. Na origem ou destino. Mas chegou. E sei que neste momento, antes de acabar de escrever e postar, você está na fissura pra ler. E com sono e cansada. Adoraria massageá-la sem cerimônias. Primeiro seus pés. Suas panturrilhas. Coxas. Pulo entre coxas. Pânceps. Braços.Mãos. Pescoço.Seios.Nuca. Orelhas. Rosto. Cabeça. Beijos. Mordidas. Entrecoxas. Glúteos. Lombar.Costas. Ombros. Boca. Beijos. Seios e entrecoxas simultaneamente. Muitos beijos. Tudo muito bem trabalhado, massageado, tocado e sentido. Sem pressa. Sem pudor. Só amor e energia.

Quase 3:00. 748 palavras já se foram. Seu sono aumenta. O meu diminui. Sua presença no meu pensar me deixa em alerta. O tempo todo tenho andado vigilante. Difícil encontrar uma hora do meu dia em que não pense no seu sorriso e queira escutar sua voz. Da uma vontade gigante de gritar seu nome. Vou procurar uma almofada pra afundar a minha cara e soltar a voz. Meu corpo clama por você. Minha voz inflama ao produzir seu nome. E o Arctic Monkeys estão vibrando aqui na minha jukebox interna mental. Sim, querida sorte. De alguma forma esse som me lembra você e eu não me canso de ouvir.

Quero tanto estar com você agora que iria até a faixa de gaza pra te ver. Pq não, né? E lá na faixa, cantaria qualquer música tosca dessas de videokê, extremamente alcoolizado, fumando cigarros amassados, mas sem desafinar no que sinto quando estou ao seu lado.

…..Ever thought of calling when you’ve had a few?
‘Cause I always do…..

Sorte, te curto muito !!!!!!!!

Tanto que escrevi de cabo a rabo sem remixar, acertar possíveis erros ou alternar as ordens dos parágrafos….. E quase mil palavras foram lidas neste breve texto sobre o semiamor que preparei pra você !!!!



Capítulo 7 – Lenta Flecha

flecha


Não estou conseguindo encontrar palavras hoje.
A dificuldade de se escrever todos os dias com o mesmo objetivo é algo novo para meus dedos. Estão mais devagar do que minhas sinapses. Além disso, superar o que já foi escrito anteriormente é uma barreira quase que intransponível: está cada vez mais difícil surpreendê-la com palavras. Se fosse covarde, pararia por aqui, já que o “eu-lírico” foi dormir mais cedo hoje e estou completamente só: Sem meu alterego, sem sorte e sem você.

Sem sombra de certezas, não irei tentar superar o que já foi dito. Vou tomar um caminho diferente agora, ás 1:58 de uma segunda-feira que se revela aprazível.

Aprazível. Taí um restaurante que adoraria ir com você. Em Santa Thereza, ainda sem bonde, existem muitos Spots que gostaria de conhecer ou revisitar com você. O dia que pudermos nos encontrar sem medo de sermos flagrados será o “big-fuckin’-bang” do nosso discurso amoroso. Então o “semi” será passado.

Tantos lugares que queria dividir sua companhia que fica um tanto difícil de enumerar. Alguns ainda nem sei se existem. Outros nem imagino que quero conhecer ou revisitar. Sua companhia e tão agradável e original que qualquer ambiente se torna interessante, afinal, quem faz o lugar são as pessoas e somos bons demais juntos. Uma sinergia e energia gostosa de se observar, acredito.

Cedo ou tarde descobriremos se aproveitaremos ou não o a “delicinha de nós que temos”. Se existe esta possibilidade, vamos fazer uma forcinha e contribuir com a convergência do “Eu e Tu”, Sorte? E o “eu-lírico” sussurra do sofá algumas palavras de difícil compreensão.

Há pressão de atingirmos agora um mar de palavras. Dificilmente escrevo menos de 700. Um tsunami de ideias me passa ligeiro e tento agarrar as que mais me chamam atenção no meio das fortes ondas e tudo o que elas carregam pelo caminho. Uma delas que sempre me fisga é “sorriso”. Insisto nesta sua característica, eu sei, mas é pq me apetece. Muito. Lembro de seu rosto e fico feliz.  Te ver sorrindo é aplicar doses simultâneas de serotonina e endorfina. Sinto a eletricidade do seu olhar. Isso não tem preço.

Sinto um vazio estranho se não nos falamos. Isso é novo. Quando te conheci o vazio vinha se não te visse. Sempre uma delícia trocar novas ideias e renovar as que já possuímos. Até quando sentirei essa necessidade de ter você de forma velada? Em que momento escancarar isso para o mundo se tornará inadiável? Nunca sabemos o que vai acontecer no dia seguinte com clareza e essa é a mágica de viver. A incerteza é inquietante. Por vezes faz um mal danado as pessoas. Não a mim. Corrói um pouco o estômago. Seca um tanto a garganta. Mas minha vida sempre foi assim. Nada do que tenho foi planejado. Foi certo. Tudo partiu de forma curvilínea. Como Niemeyer, amo as curvas. Nada contra as retas. Curvas são mais interessantes. Belas. Elegantes.

Busco viver com intensidade. Um amor, um trabalho, uma corrida. Uma viagem.
Tantas coisas que não fiz. Muito o que dividir. Aceito sugestões de qualquer sorte, Sorte! Não importa o lugar ou o quê. Sei que quero dividir os segundos com você. Segundo minha intuição, em pouco tempo saberemos que caminhos seguir. Por enquanto, que a incerteza reine e que passemos mais tempos juntos e sua beleza continue lentamente me acariciando as retinas.

Fique com Nietzsche !
Humano, demasiado humano. Página 109:

149. A lenta flecha da beleza. “A mais nobre espécie de beleza é aquela que não arrebata de vez, que não se vale de assaltos tempestuosos e embriagantes, mas que lentamente se infiltra, que levamos conosco quase sem perceber e deparamos novamente num sonho, e que afinal, após ter longamente ocupado um lugar modesto em nosso coração, se apodera completamente de nós, enchendo-nos os olhos de lágrimas e o coração de ânsias……”


Capítulo 8 – Breve

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“….Convence-te de que é assim como te escrevo: certos momentos nos são tomados, outros nos são furtados e outros ainda se perdem no vento”  ( Sêneca – Cartas a Lucílio)

Hoje vou ser breve. Apenas cansaço físico e mental. Só por isso. A urgência de dar vida às palavras que rondam meu pensar é reflexo da ingerência que sofro. São muitas e não consigo dar conta. São belas mas podem machucar. São estranhas e fazem sentido. “No sense” aferido. Apenas palavras que sobrevivem á ronda da razão. E mais uma vez a crase é usada em vão.

Não sei o que fazer agora. E uso minha “apedeutice” para explorar o futuro e construí-lo agora.

Penso constantemente em ter sorte. Azar meu. Ela não está aqui agora. Nem amanhã. Nem depois de amanhã. Talvez se acreditasse em anjos….  Se por hora acreditasse em teletransporte. De certo estaria lá com ela. Sofreria toda a sorte de intempéries durante meses pra tê-la por poucos segundos que fosse.

Tê-la por perto. Ninguém possui ninguém. Salvo no sexo. Não. No sexo também não. Apenas emprestamos nossos corpos e almas para provocar orgasmos. Fora isso, ninguém é de ninguém. Mas ela será minha. Ao menos minha melhor lembrança semiamorosa.

Quem não ama ser sortudo???! Quem não ama a sorte???!

O fato é que cada dia longe dela, pouco sobra na minha jukebox mental. Ponho a sorte no repeat. A ouço do início ao fim. E a saudade me atropela.

Não ter a sorte a sorrir pra mim faz meus lábios secarem. Uma saudade que começa nas retinas. Abstinência. Cadê minha serotonina é minha endorfina???

Felizmente o sono bateu. Assim posso sonhar com você sorrindo pra mim, de lingerie e cinta-liga pretas contrastando com sua pele branca.

Comecei dizendo que seria breve. Não fui. Não satisfeito, corri atrás do meu brevê pra voar alto e acompanhado.

Que saudade gostosa de #sesentirsortudo. Que delírio noctâmbulo de palmear a brevidade da vida e reter o tempo que você passa em minhas retinas quando as pálpebras estão cerradas.


Capítulo 9 – Direção

Imerso no trânsito, na contramão da razão, ela me veio à mente. Não. Não me veio. Manteve-se.

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Para-brisas encharcado. O ritmo cadenciado e regular dos limpadores funcionava como um mantra. Tive a sensação de estar perdendo algo. Alguma coisa estava fora do lugar e sintonia. Estava de frente para uma encruzilhada: De um lado Nova Belém. Do outro Saudade. Fui em direção ao Boêmio bairro já que não posso pisar até Meados da semana que vem no Homônimo da capital Paraense. Ficou o gosto de quero mais do café daquela região.

O choro das nuvens não cessava. Até a poucos minutos atrás ainda persistia em ensaboar o asfalto. E ela amanhã estará de salto, esbanjando sensualidade e energia. Agora sim cheguei no meu bairro. Sentimento de impotência. Nada posso fazer para amenizar a saudade que bate sem avisar e percorre meu corpo, seca a garganta e dilata as pupilas e papilas gustativas.

“Cuidado, desacelere, a pista está escorregadia. Mantenha a direção firme e não freie bruscamente, Fado”, disse o “eu-lírico”.

Tens razão, cara. Apesar de ser um tanto exagerado nas suas demonstrações de carinho e cuidado, você disse tudo: Manter a direção firme sem freadas bruscas”. Acrescento: cuidado com os quebra-molas. Atente-se aos declives da serra ou será partido ao meio na curva subsequente a reta que lhe conduz ao amor.

Já existe o amor. O fraternal, sem dúvida. O visceral em estado de espera, aguarda a brecha certa entre um carro e outro para ultrapassar os sentidos que estão em velocidade reduzida para conseguir pegar o sinal verde ainda aberto. Sem avançar para não ser multado e perder a carteira de motorista. Já basta a multa da lei-seca do dia 26 passado. Se bem que foi nesse dia que tudo recomeçou.

Como hoje, estava chovendo alegria e sorrisos. Se vai continuar assim não é preciso saber de antemão. E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? além de vidente, escreveria canções como o Rodrigo Amarante. Dispenso a previsão. Me cubra de antolhos. Esfumace minha sagacidade. Deixe o carro fluir a esmo com o destino traçado através das placas suspensas das rodovias. Deixe-me acreditar por mais alguns segundos que o destino será próximo a Nova Belém. Ou Meses. Anos. Décadas. Deixe estar. Estou.

Com ciúmes do seu vestido. Ele está próximo. Colado em sua pele. Do outro braço então, nem se fala. E a carótida pulsa. Arrítmica. Também pudera. Faz todo o sentido sentir-se assim. Só loucos ou ignorantes do sabor da sorte não se sentiriam assim, principalmente se tivessem a real possibilidade de tê-la em companhia plena. Não sei dividir seu afeto, seu carinho e discurso amoroso desta forma. Você entende isso né, Lovinho????  Kkkk ….  Sei que sim.

Melhor chamar um táxi. Dirigir embriagado de sentimentos plurais pode ser perigoso. Pronto. EasyTaxi na mão. Chegou. Vou partir pra solidão do meu sofá e ler um pouco mais sobre sua essência pra matar um pouco a saudade. Dois goles de Jack vão me ajudar, mas desta vez, não derramarei na manta branca. A azul tive que por pra lavar. Não resistiu a última noite de Blacks. Pode chegar Daniel, encha meu copo por favor. Se for dirigir não beba. Se for beber, me chame. E sim, toda vez que bebo penso em te ligar. Zapear. Mensagear seu ego.

Ainda sóbrio, neste instante que escrevo e observo minha estante de livros com cara de “ o que vou escrever agora”, ouço uma gravação. Tive que ouvir sua voz mais uma vez. Ela me deixa intranquilo. Sinapses em alta voltagem. Ocorre uma reação química incontrolável por aqui. Napalm. Fissão Nuclear. Fissura. Fusão. Venha. Misture-se novamente. A festa só começou.

Começará em aproximadamente 20 horas. E parte de mim vai sentir o amargo sabor da inquietude dor-de-cotovelista. Desnecessário mas inevitável. Me entende? Sei que sim. Sabe o quanto prezo ser um cara de sorte. Mas nessa mega-sena gostaria de ganhar sozinho e não dividir com outros ganhadores. Mesmo que tenham acertado a direção e as seis dezenas antes de mim. Então chega o momento em que me dirijo novamente ao possível e imaginário “nós”.

Posso ser uma toalha e secar a sua solidão momentânea ao deitar-se. Pode abraçar, torcer, morder, enrolar-se…  Use a imaginação. Finja esta noite que estou aí do seu lado, entrelaçado ao seu Baby-Doll, Pescoço, braços, pernas e lábios. Assim posso visitar Nova Belém sem precisar pegar o carro. Não precisará me esconder. Ninguém saberá que estarei abraçado a você, sentindo seu cheiro, sua pele, seus cabelos e o sopro invisível que sai da sua boca ao dizer meu nome. Me chama. Fale baixinho meu nome que ouço daqui da Saudade.

Do outro lado da serra tem uma antena direcionada ao seu coração. Posso senti-la agora.

Boa noite Sortinha !!!! Adoro seu sorriso de cantinho de boca quando lê essas palavras dedilhadas e pensadas por mim. Pra você !!!!! Só não pegue o buquê o amanhã !!!!

Ainda não !!!!! Mantenha a direção. Vai que nos encontramos no final da reta?



Capítulo 10 – Fresta

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Logo que entrei na igreja sabia que estava no lugar errado. Nunca fui fã de capelas e lugares do tipo. Saber que você estava envolvida em outro casamento foi no mínimo inquietante.

Procurava você a cada instante que percorria meu olhar pelos ambientes que circulei. Entre a igreja e a festa, pensei ter te visto com os cabelos trançados, alguns prendedores ou tiara.

Estava deslumbrante de creme e prata. O vestido caiu muito bem em você. Linda. Cheirosa. Sorriso encantante.

Quando achei que não seria possível estar em dois lugares simultaneamente, pude observar uma fresta do tempo e espaço e te chamei pra dançar. Não que eu seja um excelente dançarino, mas por você superaria minha enferrujice de se dançar a dois. Superei. E na hora da valsa o Dj se confundiu e pôs a nossa música pra tocar, revelando a todos o meu delírio.

Fora do tempo da música, te abracei e não soltei mais. Estávamos em câmera lenta. Bem lenta. Pra poder curtir o momento ao máximo. Cada segundo real era percebido como horas. Absorvido pelos nossos passos. Você é uma delicia para os olhos dançando. Vontade de estar perto do seu pescoço. Morder de leve sua orelha direita e beijar sua boca até perder a porra do fôlego. Trôpego e ébrio, meu ciúme chamou minha razão para dançar ao mesmo tempo que se esfumaçava e sumia a fresta que criei para estar perto de ti.

E a busca por você naquele salão de festas continuou até o fim. Mesmo ciente de que não era possível vê-la nesta noite, meus olhos continuaram a procurar algum resquício de Sorte por onde passavam. E quando já tinha esquecido. E quando já tinha absorvido o soco nos rins , eis que a rádio cidade resolve me dar o tiro de misericórdia ao tocar a nossa música. Não. Isso não poderia ter acontecido.

Cheguei em casa e nada pude fazer para enfrentar a apatia que é estar longe de você ciente que não está só. Que sua pele foi tocada. Sua boca beijada. Seu cheiro sentido. Seu sorriso aferido. Suas covinhas observadas. Seu jeito desconcertantemente apaixonante.

Sorte, não sei como consegui vir aqui e escrever alguma coisa que valha a pena ser lida. Fumando um cigarro no frio da varanda pude perceber que sem querer, mesmo sem querer, você norteia meu pensamento e meus sentimentos mais contraditórios. Tudo o que um homem deve sentir em uma vida senti neste momento. De uma única vez. Dose cavalar e um carrossel de emoções. Só faltou o break voador.

Linda, você está saindo da festa por agora enquanto escrevo.
Saiba que estive com você quase a noite inteira. Agora está livre pra fazer o que bem entender e amanhecer onde quiser. Adoraria que fizesse comigo. Amanhecesse comigo. Adormecesse enrolada em meus braços, cansada de fazer um amor gostoso de entrega full sem cerimônias. Sem nada que nos atrapalhasse.

Querida Sorte que me vai.

Boa noite.

Bom dia.
Que nos encontremos no fim da reta.


Capítulo 11 – Filme

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Pensei que não escreveria hoje. Muito pela hora que resolvi despejar e dividir um pouco da minha embriaguez por ti.

Passei os últimos dois dias quase em sua totalidade com você na cabeça. Maldita cabeça. Estou sofrendo uma ingerência clássica e não consigo domá-la. Estou aprisionado em minha mente.

Impressiona o fato de que quase tudo me lembra você. O mais engraçado disso é que quase não tocamos nossos corpos. Inédito na minha vida. Talvez seja esse o segredo. Ou não.

Dúvidas são sempre bem vindas. As respostas acabam com as incertezas e o jogo. Não que sejamos peças em tabuleiro. Soa mais como personagens de um filme de suspense romântico. O pano de fundo da história é a própria história. Só que sem roteiro ou diretor.

A claquete inquieta insiste em bater pausadamente. Quase não ouço os “clacks” e ” ação”. As cenas são filmadas lentamente. Beeeem lentamente. O que é bom para não saber logo de cara se o filme está no meio. No fim. Ou começo.

Saber o próximo passo, A próxima cena, O próximo ato, não tem graça. Por isso queimei os scripts.

Deixar o vento lembrar das nossas falas na hora da cena é o melhor a ser feito. Nada decorado ou ensaiado.

Estou tentando não ser intenso pra não deixar as coisas tensas. Tensão é bom mesmo quando se tira o N.

Não vou mentir. Tentei esquecer você por alguns instantes noite passada. Tentei lembrar como era quando você ainda não estava aqui. Não fui muito bem nisso. Minutos após um break azarado, a Sorte sorriu pra mim em forma de música. Nossa música. Na porra do seriado que resolvi assistir. Que por sinal, é bom. O cara é imortal. Médico. Fala diversas línguas. 200 anos. Porra. 200 anos. Observador clássico. Nada passa batido por suas retinas. Se aos 32 já possuo uma certa habilidade analítica, me imagino aos 200. Seria insuportavelmente sabedor de tudo previamente. Coisa que prefiro deixar de lado agora.

O pior cego é aquele q não quer ver? Não no meu caso. Ver todo o filme agora, antes de você, estragaria a surpresa do final.

Estou aberto a sugestões de caminhos a seguir com o filme.
Sim. To ouvindo ela agora. Mais uma vez.

Nunca será demasiado!!!


Capítulo 12 – Menos de 5

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Bem menos…. Bem menos….

 

Mais um dia que uso meu celular para desferir garranchos eletrônicos bem no centro dos seus olhos. Como de costume, acendo um cigarro, preparo um gole e parto pra ação. Um ritual de semiacasalamento entre meu imaginário e você.

Hoje percebi que é possível viver sem sorte. Não é bom. Tão pouco interessante. Só que é quase insuportável.

Não consigo acreditar que pude te encontrar no meio da multidão e ter que observar passivamente o andar embriagado dos meus sentimentos. A ingerência é cada vez mais flagrante. Ta começando a doer. Doer muito. Os dedos. Cansados de dedilhar em um teclado pequeno que me força o erro a toda frase escrita. Ainda tenho q driblar o corretor ortográfico traiçoeiro.

Se pudesse me ver neste instante observaria que mesmo amante das dúvidas e curvas e acostumado com as venturas que a vida oferece, estou extremamente sedento pelo seu carinho. Mesmo que digital. E olha que o eu-lírico saiu hoje com os amigos. Só eu e vc neste texto. Mais ninguém.

Queria não sentir saudade. Não sentir a necessidade de te ver com mais frequência. Queria ser mais esfinge e menos livro aberto.
Não sei o que aconteceu para abertamente abrir a cabeça do escritor e repousar suas ideias de forma tão clara assim e na primeira pessoa.

Porra, Sorte! Desta vez não estou conseguindo fazer sentido algum. Nem jogo de palavras. Na verdade ta bem chato ler esse texto. Eu sei. Se quiser pare por aqui, linda. Hoje a alegria não me veio em grande escala.

Me sinto num carrossel de emoções. Hipismo fictício a parte, ta foda ser o que sou hoje. Um pseudo escritor de quinta que deseja antropofagamente a personagem mais cativante que já criou. Ou reconheceu. Duvido que alguém te imagine como eu. Tão pouco alguém que curta seu sorriso da mesma forma. Sei que não posso oferecer minha beleza para retribuir o que me oferece aos olhos, pois ela se foi. Perdeu-se de mim. Os cuidados necessários para voltar aos trilhos de gado vaidoso estão sendo analisados e espero alcançar algumas metas pessoais até agosto. Sem piadas. Até pq sou ateu e essa piada não faria sentido algum. Até agosto.

Gosto muito de te ver. Poder te tocar e sentir sua essência. O que vou fazer com a sua ausência, não sei e não quero saber tão cedo mas tenho que me preparar pra isso.

Linda, será eternamente minha. Jamais esquecerei do teu sorriso, do teu gosto e da sua originalidade. Valorize-se cada vez mais.

Cada dia que passa me surpreende mais o poder que tens em me seduzir mesmo de longe. Sem fazer esforço. Sem pedir por isso.

Parabéns. Méritos seus. Poucas conseguiram isso. Poucas mesmo. Nem chegam a 5!!!!!



Capítulo 13/14 – Ofício

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Obcecado por escrever. É o que se faz presente hoje. Não que seja novidade. A inatividade é que se apossou de mim por muitos meses. Então quando o escape do sedentarismo ficcional me parece possível, eis que se esvai entre meus dedos minha inspiração.

Gostaria de criar mais personagens. Mais ação. Mais ficção.
Quase impossível na atual conjuntura. Estou em cacos. Pedaços criativos espalharam-se pelo ar. O pior que pode acontecer para um amante da escrita é o bloqueio criativo. Claro que se apenas um objeto se apresenta como possível de inspiração, tudo o que não for ela, ou melhor, o objeto a ser descrito, devassado e analisado , não fará sentido para meus dedos. Escrever é como sacar e atirar com um rifle de precisão: precisamos também da memória muscular.

Nossos músculos. Certas posições de nossa postura. Um esbarrão. Muitas ações realizadas por eles elevam ha memórias bem peculiares. É esse maldito hábito de escrever o que vem na mente, de cara limpa, esse movimento dos meus dedos, sempre me faz refletir sobre você.

Não queria isso. Sufocar nunca foi meu forte. Ser sufocado era. Normal pra mim. Nunca estive deste lado da moeda. Só sei que sofrer ou sorrir sempre me garantiu boas palavras. Então o ato de compartilhar o que penso mesmo de forma velada com seus olhos nunca será demasiado.

Se esta aqui lendo esta frase, é pq gosta. Quem não gostaria de ler quase todos os dias palavras amorosas e afáveis sobre si?

Não costumo receber elogios pelo meu trabalho, pelas minhas virtudes ou facetas do dia a dia. Mas nada me deixa mais feliz neste quesito que ter você por aqui, emaranhada entre garranchos digitais e seu próprio sorriso. Sempre será um prazer massagear seu ego!!!!!

Espero que tenha em sua vida, a dose certa de sentimentos recíprocos e verdadeiros que uma pessoa merece ter, pois sei que isso faz uma falta da porra.

A bateria do celular está chegando ao fim. Preciso ser ligeiro.

São 18hs . Meu número da sorte. Desde que nasci. Deve ser a segunda ou terceira vez que escrevo sem estar embriagado de ar noturno. É Bem diferente. Muito mais racional. Bem menos subjetivo.

Continua você sendo o objetivo da minha estranha mania de escrever o que sinto é o que penso sentir quando dedilho neste pequeno e safado teclado do celular.

Não dá pra ser brilhante 14 vezes seguidas, mas da pra fazer seus olhinhos brilharem um pouco ao ler certas palavras carinhosas , mesmo que curtas.

Tento não pensar no seu sorriso. Tirar umas férias do seu olhar. Mas sempre tem algum resquício de sorte espalhado pela cidade. A sua rua, seu prédio, um café, uma música, um cigarro.

Adoro ter você na minha frente e sentir essa vontade incontrolável de te beijar. Fico nervoso como um adolescente. Inseguro até. O instante em que me beija tudo zera. O tempo passa devagar por um pedido meu ao seu senhor para poder curtir o gosto da sua boca por um período maior. Vontade de derrotar o senhor do tempo e apreender seus poderes.

Não posso ver seu pescoço. Não passa impune. Tenho que morder. Draculianamente. Pena não ser imortal e ter superpoderes de hipnose. Assim empataria o jogo, pelo bem da verdade, vc hipnotiza meus olhos, que fixos em seus lábios, mal observam que está ao redor.

Venha entrelaçar seu corpo em meus braços. Deixa eu dizer que te quero. Olhando em seus olhos enquanto divide seu orgasmo comigo. Quero trôpego vê-la trêmula, sorte. Molhar os lençóis. Cheirar, morder e sentir cada pixel do seu corpo. Dividir um copo. O mesmo cigarro. A mesma cama. O nosso “nós”.


 

Capítulo 15 – Chuva

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Musicas para se ouvir em um dia chuvoso. Frio que aquieta e aconchega corpos afins. Cabernet Sauvignon e Shiraz. Uma cidade dessas “foder, comer e beber”. Pode até ser a manjada Penedo. Do lado da maravilhosa. Não. Ela só é feliz no sol. Gosta de rivalizar com outra estrela. Praia.

Branca de neve, use o filtro solar, mas pros caralhos o Pedro Bial. Aquele texto não é dele. É de um professor. A vida ensina que Só se ama quando se deixa partir. Então vivamos sempre perto do fim. A vida é única e passageira. Se quiser uma carona…….

Não resta muito a fazer sem ter um porque. Pra que insistir ??? Pq repetir a adolescência? Fácil. É bom. Faz bem. Quem tem medo de viver o momento nunca terá uma vida completa. Sem fermento. Não crescerá uma sorte de sentimentos distintos caso não corra riscos. Isso me atrai em você , menina liberta.



Capítulo 16 – Cinema Mudo

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O começo do desapego não é fácil. Dói. Mesmo que planejado e esperado. Uma hora o filme tem que chegar ao seu final. O alento é que não sabemos se é uma trilogia, um épico que dure por décadas no mainstream ou um curta daqueles que explicitamente arregaça com o cinéfilo e o faz querer mais. Pobre Zé. Era só aquilo mesmo. De migalha em migalha escancarou seu coração vagabundo e arregalou os olhos na espera de mais alguns minutos. O curta se foi. Ficou só o gosto do amor possível.

A saudade é grande. Vontade de estender o curta pruma trilogia é gigante. Poderia somar todas as horas de produção e pós-produção do Senhor dos Anéis, dança com lobos, Matrix, gladiador e todos os filmes que suas retinas já viram e aplicá-las em um gigantesco filme da vida a dois que poderíamos ter e não me cansaria em vê-lo. Muitos meios e finais alternativos. Ainda procuro um desfecho mais avassalador e apaixonante. Um passo de cada vez.

Costumo pesar coisas abstratas. Se a alma tem 21 gramas, quanto é a proporção de amor envolto no magma da nossa essência? Costumo pensar nas questões. Respostas nem sempre me levam prum lugar interessante. Nesta vida, não pude vivenciar uma paixão recíproca na mesma medida. Ou eu ou a outra. Um mais que o outro. Talvez seja esta a beleza da antropofagia. O amor é muito maior que isso. Só que diferente da paixão, pode ter diversos tipos e signos. A paixão é um filme de Quentin Tarantino. O amor ta mais para Woody Allen.

Cá estou eu no meio dos dois a escrever um roteiro. Talvez Gabriel me ajude nessa missão e indique um diretor mais qualificado e que seja amante das questões mais do que as respostas e fim realmente finito sem voltas e reviravoltas. Acho que vou recorrer ao cinema mudo e suas expressões faciais exageradas de sentimentos explícitos. Nem sempre as palavras são fieis aos sentimentos. Se visse meu sorriso de canto de boca e a lágrima que escorre agridoce do meu olho esquerdo entenderia melhor, afinal, são quase oito horas da manhã e ainda posso desejar boa noite.

Passaram as horas. Muitas dúzias delas. Pouca coisa mudou. Importante mudança, é fato. Agora ouviu-me dizer e não só sabe veladamente. Com todas as letras e signos sabe o que se passa neste músculo vermelho arritimico. O corretor do celular não se decide. arrítmico ou arritimico não muda a bagunça boa que faz aqui dentro.

Queria estar enrolado em seu corpo neste exato momento em que escrevo. Sempre digo o mesmo. Cada vez mais desejo sua presença.

Aumenta gradativamente o que sinto. E aos poucos percebo uma leve reciprocidade. Que belezinha. Era isso que buscava e não sabia. Era você que procurava e mal sabia. Sábias palavras não afetam mais meus olhos. Doces e amorosos caracteres sim. As frases sacanas e as maldades digitais me perturbam pro bem.

Te reencontrar, felicidade, foi algo magicamente punk. Não escorra pelos dedos. Fique aqui. Cada vez mais perto. Onipresente. Linda e cheirosa. Chega de prosa. Rasas palavras amontoadas podem te deixar tonta, felicidade . A sorte abriu caminho pra vc. Vocês duas são uma só. Tornaram-se siamesas inseparáveis. E chega o momento q penso em seu corpo. Seu olhar. Cheiro. Coxas. Sorriso. Covinhas. Lábios. Ventre. Não necessariamente nesta mesma ordem. Desordem amorosa bem consciente.

Ciente das Hercúleas tarefas, meu pensar desacelera. Lentamente vai de encontro ao limbo dos sonhos. Repousa na mata e vai dormir em paz.

Boa noite. Boa sorte.


Capítulo 17 – Verve

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A ficção vai chegando ao seu final. Foram quase duas dezenas de posts sobre a Personificação da Sorte. O livro “Desastre” do escritor American SG Brown me chamou atenção pelo non sense. Sem dúvida a Destino deve ser mais gostosa que a Sorte, talvez até mais mulher, mais experiente, mas foi a segunda que aplicou o golpe de misericórdia amoroso.

Adorei viver na minha imaginação com a chave antropofágica virada no on. Sem querer a Sorte conseguiu fomentar e fidelizar esta verve. Aplicou-me altas doses criativas e serenou.

3:porrada da manhã e ela ta aqui do meu lado. Vestindo um baby doll rosa, linda, perfumada e sensual. A rima até deu uma levantada pra ver mais de perto. Será eterno o sentimento. Apliquei a nossa música no repeat. Fui deitar. Dormir. Ela não sai da minha vista. Que vontade de estar com vc agora. Dividir o mundo. Uma coberta. Uma cama. Toalha. Copo. Areia. Sol. Uma tarde no Vip’s. Café da manhã. Um show d rock. Pular da pedra. Voar de asa delta. Dividir as contas. Mesmo cigarro. Discutir políticas públicas. Cinema. Livro. Lugar frio. Djavan. Érika Baduh. Nossa música. O ar.

Quero você agora. Amanhã. Dezembro que vem. Janeiro que vai. Quero agora. Ok. Me contento no momento com o pensamento.

Te amo, Sorte.
Um dia quem sabe, a leio novamente, escrevo sobre e me embriago de ti.

Já te disse hoje?
Sim.



Capítulo 18 – Semestre Vazio

vazio


Vazio bizarro
. 180 dias isolado do amor seja ele qual for. É de enlouquecer. Os primeiros 30 dias foram muito difíceis. Quase insuportáveis. Saudade do sorriso. Do cigarro compartilhado e dos olhares trocados. Ouvir aquele som me machucava de tal forma que parei de ouvir a radio cidade e dei uma mexida na playlist do meu celular.

Subatômicamente. Inconsciente. Maledicente sentimento. O amor metamorfosear saudade dói. Passou.

Oprimir o que de você residia em mim seria inacreditavelmente difícil. Reprimir seria mais velado mas não menos doloroso. A saída foi comprimir. Compreendida. Absorvida. Regurgitada. Nunca digerida. Permanecerá a eternidade em meu sistema límbico. Por vezes permeando e contorcendo nas vias expressas do sistema nervoso autônomo.

Atônito….. Noctâmbulo….. Nauseabundo…… Trindade besta que me possui.


Capítulo 19 – Presenteado por Morpheu

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Ainda permeias meus pensares.
Fato. Não há semana que tu não me toques a alma. Sinto sua falta. Principalmente da sua eletricidade. Sorrisos a parte, o que mais me comove é pensar que dividia comigo coisas tão profundas da sua vida que me fez ter certeza de ter você em minha vida para sempre. E hoje sei que  tinha razão: você faz parte dela e fará pra sempre.

Saudade tão grande dos nossos papos e daquela vontade de dominar o mundo juntos dali da padaria mesmo…. Ou do fumódromo do adesivo azul e branco do canto direito da entrada do trampo.

Ah, moleca, ainda te amo como sempre. E pra sempre amarei. Almas afins, gata. Já te disse isso. Amizade no maior alto nível, degrau e astral.

Fiquei exageradamente com você na cabeça desde a última vez que nos falamos sobre saúde de terceiros. E através das redes, vi que tava tudo certo,reestabelecido e ponderei que era melhor não entrar em contato novamente não sei bem o pq.

Quero muito te ver novamente, afinal, estou há mais tempo sem estar perto do teu sorriso do que os milissegundos que sua pessoa estava em contato com a minha. Por esporte? Vontade pura? Não. Saudade verdadeira. Leve angústia.

Tenho pensado muito em sorte nas últimas semanas. Muito mesmo. Todos os dias. Tanto que fui presenteado por Morpheu noites dessas. Foi bom pacas te rever. A sorte estava do meu lado mais uma vez. Bicho, que saudade. Não falávamos quase nada no sonho. Só troca de olhares, abraços quase sem fim e um respeito mútuo, sincero e cativante.

Torço por você. Por sua felicidade. Por seu encontro consigo mesma nas 3 esferas: amor, trabalho e ócio.

…..  Te amo fraternalmente…… mas…. Basta uma gota antropofágica e “vous a la”……..


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