Publicado por: cidadedopensar | 14/06/2010

Nietzsche Falô


Prazer, Friedrich Nietzsche .

Afaste-se da tela pra perceber a realidade desta imagem .

Humano, demasiado Humano

Estou tendo o primeiro contato com mais um “dodói” do passado,e to curtindo as idéias dele no livro : Humano, demasiado Humano.

Li alguns trechos “a lá caralhamente”, até chegar neste:

Capítulo 4: Da Alma dos Artistas e dos Escritores

149. A Lenta Flecha da Beleza. – A mais nobre espécie de beleza é aquela que não arrebata de vez, que não se vale de assaltos tempestuosos e embriagantes {uma beleza assim desperta facilmente o nojo – (Rafael: “des-admiração se enquadra melhor”)}, mas que lentamente se infiltra, que levamos conosco quase sem perceber e deparamos novamente num sonho, e que afinal, após ter longamente ocupado um lugar modesto em nosso coração, se apodera completamente de nós, enchendo-nos os olhos de lágrimas e o coração de ânsias — O que ansiamos, ao ver a beleza? Ser Belos : Imaginamos que haveria muita felicidade ligada a isso – Mas isto é um erro .

Destaco também um trecho do Capítulo Seis : O Homem em Sociedade

313.Vaidade da Língua – Uma pessoa escondendo suas más características e vícios, ou os revelando abertamente, nos dois casos sua vaidade quer lucrar: basta ver a sutileza com que ela distingue entre aquele diante do qual esconde essas características e aquele diante do qual é cândida e sincera.

314. Respeitosamente – Não querer magoar, não querer prejudicar ninguém pode ser sinal tanto de um caráter justo como de um caráter medroso.

E o que mais me chocou neste livro de Nietzsche até agora, acabei de ler, simultaneamente com o desenvolvimento deste post. Pode até parecer caozada, mas foi pura ventura, mesmo . Acho que ontem na madruga incorporei o autor de ‘Humano, demasiado Humano’ ao escrever o “Revelação Inconsciente”, Hehehe… Sério, leia o trecho abaixo, e compare com post anterior.

Capítulo 7. A mulher e a criança

405. Máscaras – Há mulheres que, por mais que pesquisemos, não têm interior, são puras máscaras. É digno de pena o homem que se envolve com estes seres quase espectrais, inevitavelmente insatisfatórios, mas precisamente elas são capazes de despertar da maneira mais intensa o desejo do homem: ele procura sua alma — e continua procurando para sempre .

Indico este livro com força, meus brodas … Ele foi publicado em 1878 , e , em partes, é tão atual quanto a Copa do Mundo de 2014. Muito interessante o pensamento deste louco autor.

Forte Abraço,
Rafa Leo Braga

PS: Da uma descidinha, vá … isso… um pouco mais… rsrsrsrsr… pronto, já da pra ver o título do post anterior


Responses

  1. Adorei seus comentários sobre determinados parágrafos do livro – Humano, Demasiadamente humano. Nota-se que Nietzsche, acompanhado de seu pensamento Iluminista e de suma astúcia crítica, foi um avanço histórico riquissimo para a sua época e impactante ainda nos tempos de hoje. Mesmo com toda crítica do século XIX, Nietzsche mostrou ao mundo para que veio, o que somos, e o que temos de mais importante, que é uma conduta livre, voltada a lógica das coisas, sem dogmas ou receios de sermos uma nação cada vez mais feliz e independente de mitos, buscando assim, o Super Homem dentro de cada ser, superando a imparcialidade da coisa mais bela que temos, que é a prórpia existência.

  2. Abraços para a minha Grande amiga Edilene – Aju-Se 🙂

  3. […] https://cidadedopensar.wordpress.com/2010/06/14/nietzsche-falo/ Like this:LikeBe the first to like this post. […]


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