Publicado por: cidadedopensar | 31/05/2010

Humano, Veja !


Desperte seu coração Inerte

Humano, Veja ! Você é o alvo.

Sou assinante da revista Veja, não por acreditar que ela tenha um valor editorial interessante ou por concordar com a política da editora abril . Gosto de saber o que está sendo massificado na mídia impressa , tanto em jornais como em revistas. A veja é uma excelente revista para ler quando se está na posição de um Rei !

Então… exatamente isso que pensou… foi no trono , agora a pouco, que li a Veja Rio desta semana, pois curto o que a Fernanda Torres escreve, bem na última página .

Por acaso virei a página ( eu leio as revistas de trás pra frente) que ví um anúncio de um site : HumanosDecentes.com.br …..

Fui dar uma navegada de leve, apenas como um 20% midiatizado ser, me informar sobre a bomba do dia : Zicão é o novo diretor executivo do Mengão ….

Ok, é verídico …. feliz por d+ fiquei…

Resolvi entrar no site que tomei ciência no meu momento solitário de reinado e descobri que longe do que produzi no trono , nada se parecia “activiamente’ com acúmulo : O Site , a princípio, é uma bela iniciativa em prol da única Raça superior : A HUMANA .

Logo de cara, uma questão no site me fez pensar :

Como você avalia o nível de preconceito racial na região?

Então , respondi com meus achismos de errante humano com os seguintes caracteres (Twitter é o KCT – 140 caracteres = nada) :

As nádegas que sentem a opressão policial são Nádegas sem valor social na mente elitista carioca , infelizmente . Almas se perdem a chumbo e fogo , ora, estamos em guerra . Uma guerra sem vencedores, só derrotados. Policia e elite de um lado, do outro os “True” Bandidos , e no meio a população miserável e marginalizada socialmente, que como disse um Rapper de Sampa, o Emicida, “são soldados de bandeira nenhuma, que tem que desconfiar dos dois lados sem temer coisa alguma, nasceu no meio da guerra, então é assim, tio, vou até o fim tio … ”

Muitos defecam pela boca ao dizer : “ Marginais” ao ver uns 3 ou 4 “menó da favela” sem nem saber se trabalham para o tráfico . E dizem sem saber ao certo o significado da palavra, até porque, no inconsciente coletivo carioca, favelado é sinônimo de criminoso e Marginal é sinônimo só de bandido, o que é um grave erro .

Indivíduos á margem da sociedade estão espalhados pela cidade. Sem teto, sem pão e educação . Perdidos entre balas , sentindo-se só, sem ter no que se agarrar. Apelam para fé cega em Deus, principalmente nas classes menos favorecidas.

Aqui na (Ainda) Cidade (por enquanto) Maravilhosa, o preconceito é realizado desta Forma, e , perceba que em momento nenhum eu citei alguma cor designativa de quem o sofre , e é exatamente por isso que escrevo essas linhas . Vejo aqui no Rio de Janeiro uma marginalização velada desferida aos negros . Negro é para alguns, sinônimo de “favelado”, sem instrução, que causa estranheza se ascende socialmente, numa utopia absurda de que localidade onde mora é sinônimo de evolução como homem e espírito. E cor idem .

Antes da minha crise de identidade, tive uma empresa (Bureau de Impressão com serviço de cyber café, integrada há uma agência de comunicação) , sediada no Bairro da Tijuca, e , infelizmente, ví o preconceito brotar diante dos meus olhos. Óbvio não desferido por mim, mas por um cliente . Certo dia, um rapaz negro, de roupas simples sentou em uma das estações de acesso a internet , ao lado de uma infeliz senhora que falava com a filha pelo Skype com webcam integrada . A senhora quando viu o Rapaz sentar-se ao seu lado, despediu-se rapidamente da filha, fechou sua conta, e ao pagar pelo serviço me disse : “Você vai deixar essa cara aqui na sua loja . Ele pode ser um ladrão … e vai querer assaltar vocês” . A ira dominou meu peito, mas a respondi com pseudo sabedoria : “Senhora, (ela usava um enorme par de óculos) acho que você precisa reposicionar seus óculos, ou então mudar o grau . Reposicione seus óculos sem as lentes da ignorância do pré-conceito, e por favor, só volte aqui sem essas lentes em seu coração e psique… ”

O Rapaz não ouviu o que a senhora disse, mas ouviu a minha resposta, e ao sair, me agradeceu com um simples obrigado e olhos marejados . Durante os 4 anos que as portas da Multiplace (Minha empresa) estiveram abertas, esse foi o único caso declarado de pré-conceito racial, mas me marcou muito.

Aqui na Tijuca, de 0 a 10, dou 4 para o nível de preconceito racial no quesito ignorância da realidade, e 9 em ignorância educacional , pois a adesão as novas diretrizes educacionais do MEC de auto-afirmação da questão do negro e do índio ainda não foram inseridas em boa parte das escolas, e como é muito recente não contemplaram alunos da minha geração (nasci em 1982) muito menos as gerações nascidas até os anos 2000 .

Acredito que um paliativo de grande valia será inserido nos corações de todas as idades se as empresas de comunicação abraçarem as novas diretrizes . Com certeza seria uma ação interessante. As cotas nas universidades também eram paliativos, que geraram discussão , e era uma medida acatada por resgate histórico devido a marginalização dos negros, pois não foi só pro causa da escravidão que nossos incipientes brasileiros não tiveram acesso a escola ou pq eram proibidos de estudar lá atrás,na época do império e até meados de 1900 e pouco, e se os negros libertos tinham “acesso’ há educação, eram em horários absurdos, durante a noite, ou em pleno horário de trabalho , e claro , muito também devido a falta de inteligência emocional e Social de quem planejou o ensino básico público até pouco tempo atrás .

Este paliativo das cotas, na minha opnião tornou-se uma faca de dois gumes, pois geraria (puro “achismo”) mais preconceitos e não atenderia , a meu ver, a necessidade de auto-afirmação dos negros, pois a falta de “merecimento” por esforço nos estudos seria latente . Mas que estudo ? em que escola pública os preparariam para um vestibular e consequentemente para uma faculdade ? Claro, digo isso com base na observação de minha cidade : a maioria esmagadora dos negros não estudam em escolas particulares, muito menos são vistos nas faculdades, públicas ou privadas .

A vacina definitiva contra o preconceito, sem dúvida é a inserção do coquetel do mix do abraço da mídia, das novas diretrizes curriculares do Mec em todas escolas, tanto da rede pública como da privada e a mobilização de toda a sociedade : Como disse uma vez, Vacinas preventivas, geralmente causam febre e mal estar.

Mas não tenha medo do composto desta Vacina pois os efeitos colaterais são ínfimos comparados ao bem que proporcionará . Livre-se do Preconceito . Mas já não digo o mesmo sobre a Vacina da H1N1 – Caros amigos, Olhos abertos e céticos, pois parece , essa vacina, um paliativo desenvolvido sem um estudo abrangente , pois foi estranhamente fabricada em série com uma rapidez absurda : Favorece a quem ? Indústria farmacêutica ou a população sem informação suficiente para decidir pelo sim ou pelo não, apenas com pânico latente ?

Abram os olhos para o mundo a nossa volta . É lindo e cruel .

Desarme-se de preconceitos e jogue fora as utopias materiais excessivas . Procure o abstrato mundo das idéias e dos sentimentos e concretize a união de nossa raça : A ÚNICA : A HUMANA !

Um forte e Fraternal Abraço ,

Rafael Leonardo Braga


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